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Cláudio Osti

Moraes determina quebra do sigilo de imagens de vandalismo no Planalto

7 comentários

da Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (21) a quebra do sigilo das imagens do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) captadas durante a invasão do Palácio do Planalto em 8 de janeiro. Com a decisão, todas as gravações deverão ser enviadas para investigação que está em andamento da Corte.

A determinação foi tomada após a gestão interina do GSI informar ao Supremo que uma sindicância foi aberta em 26 de janeiro pelo órgão para apurar a condutar de agentes que estavam em serviço, mas as imagens da ação dos vândalos não foram divulgadas em função do sigilo da investigação.

Na mesma decisão, Moraes também mandou que a Polícia Federal (PF) realize, em 48 horas, o depoimento de todos os funcionários do GSI que foram identificados após gravações divulgadas pela CNN Brasil mostrarem o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias e outros servidores no interior do Palácio do Planalto durante os atos golpistas.

Na decisão, o ministro afirmou que já havia determinado que todas as imagens da invasão deveriam ser anexadas à investigação dos atos que tramita no Supremo.

Responsabilidade

Para Moraes, as gravações são necessárias para apurar a responsabilidade criminal dos envolvidos.

“Portanto, inexiste sigilo das imagens, com base na Lei de Acesso à Informação, sobretudo por serem absolutamente necessárias à tutela jurisdicional dos direitos fundamentais, ao regime democrático e republicano, que foram covardemente desrespeitados no ataque criminoso à nossa democracia, no dia 8/01/2023”, escreveu o ministro.

Alexandre de Moraes ressaltou que a investigação sobre os atos golpistas também apura as responsabilidades de agentes civis e militares que foram coniventes com os atos.

“A investigação dos atos golpistas não está restrita somente aos indivíduos e agentes públicos civis e militares que criminosamente pretenderam causar ruptura do Estado Democrático de Direito, na tentativa de violação de direitos fundamentais e na separação de poderes, mas, também, na identificação e responsabilização das condutas de todos aqueles, inclusive de agentes públicos civis e militares, que, durante a consumação das infrações penais do dia 8/1 ou, posteriormente, comissiva ou omissivamente, foram coniventes ou deixaram de exercer suas atribuições legais”, concluiu.

Mais cedo, o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias prestou depoimento à Polícia Federal (PF), em Brasília.

O depoimento foi determinado ontem (20) pelo ministro Alexandre de Moraes, que deu prazo de 48 horas para que o depoimento fosse realizado.

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7 comentários

  • Casinha Lula caiu. Tbém passou vergonha em Portugal.

  • Com a liberação da imagens quero ver contestarem agora o fato de haver “golpistas” dentro do Planalto antes do horário da invasão.

  • Décio Paulino

    Boa, Xandão! Tem mesmo é que investigar a turma do GSI nomeada pelo general Heleno Ramos. Recolhe os celulares dessa cambada. Quebre o sigilo telemático e telefônico dessa cambada pra ver o que andava fazendo no verão passado. Se tiver golpista lá (e deve ter um monte), cana neles. Quero ver essa turma na TV Senado depondo na CPMI da Intentona Neofascista.

    • turma do GSI nomeada pelo general Heleno Ramos”????
      Quem era o chefe do GSI na ocasião não era o amigo do Lula, o General Gonçalves Dias? Pelo que sei existe algo chamado hierarquia militar que é o que tem maior graduação manda nas graduações subalternas, então se major, capitão, sargento não fizeram nada é por que o de maior graduação, o general que estava presente não mandou.
      Só acho que o GDias devia estar em cana, afinal, passarinho em gaiola canta mais alto.

      • Décio Paulino

        Obrigado pela correção, mas ela já tinha sido feita 15 horas antes de seu comentário. E é bom saber que existem comentaristas atentos ao que é postado por aqui. Brigado, vô!

        • Tranquilo, estamos aqui para nos ajudar mesmo, as vezes se perde o domínio da verdade quando se inventa muitas coisas mesmo, é natural.

    • Décio Paulino

      Embora façam parte da mesma laia golpista, o comandante do GSI era o general Augusto Heleno e não o general Ramos. Tolo foi o general do Lula não perceber que o general do Bolsonaro tinha lhe preparado a cama.

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