do portal Sou Agro
Produtores rurais paranaenses assinaram manifesto contra taxação do agronegócio. Foi durante uma reunião pública na Câmara de Londrina, que debateu o projeto de lei (PL) nº 498/2022, em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep). O projeto autoriza o Poder Executivo Estadual a instituir o Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Logística (FDI/PR), com taxações ao agronegócio.
Organizado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico e Agronegócio, o evento foi realizado na manhã desta segunda-feira (12) e contou com a presença de dezenas de produtores rurais e representantes de cooperativas, sindicatos, órgãos públicos e entidades ligadas ao agronegócio.
O vereador Nantes (PP), presidente da comissão, explicou que, diante falta de audiências públicas realizadas pela Alep e pelo governo do estado, autor da matéria, a Comissão de Desenvolvimento Econômico e Agronegócio da Câmara de Londrina decidiu colocar em discussão a proposta para compreender os efeitos práticos de uma eventual aprovação do PL em toda a cadeia produtiva. “Nós queremos entender o projeto e estudar sua viabilidade, em implantação junto ao agronegócio. Nós sabemos que o nosso agro já é penalizado por vários fatores, inclusive climáticos e outros mais, e agora nós temos essa taxação. A intenção desta reunião é entender o projeto e ver até que ponto ele vai interferir na vida do agricultor, do pecuarista, mas também do consumidor final, porque é obvio que essa taxação vai refletir no produto final”, afirmou.
No fim do evento, os participantes e vereadores decidiram enviar uma manifestação conjunta ao governador Ratinho Júnior, aos deputados estaduais e às câmaras municipais do estado, solicitando o arquivamento do projeto de lei e encerramento da proposta, considerada “altamente prejudicial ao agronegócio, com grande impacto nas cadeias de produção, suprimento e abastecimento, com risco de efetivo prejuízo aos mais pobres quanto ao inevitável aumento do preço da cesta básica em virtude do necessário repasse dos tributos”.
O projeto
A criação do Fundo de Desenvolvimento da Infraestrutura Logística foi protocolada pelo governo do estado na Alep, no fim de novembro, para financiar o planejamento, estudos, execução, acompanhamento e avaliação de obras e serviços de infraestrutura logística, com recursos oriundos de um percentual sobre a produção agrícola. A medida não obriga setores do agronegócio a contribuir com o fundo, mas estabelece a contribuição como condição para que produtores recebam o benefício de diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas operações internas com alguns produtos. Este diferimento ocorre quando o pagamento do imposto é adiado para o momento da comercialização da mercadoria.
O agronegócio é responsável por 42% dos empregos do Paraná, 32% do Produto Interno Bruto (PIB) e 35% nos impostos do estado. Os dados foram apresentados pelo professor Emerson Guzzi Zuan Esteves, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e delegado do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) em Londrina. Segundo ele, o aumento da taxação sobre o agronegócio poderá gerar aumento nos preços dos alimentos, queda nas vendas e diminuição da atividade econômica. “No caso do agronegócio, o aumento do ICMS sobre alimentos significa prejudicar a população mais pobre”, disse. (leia mais)















1 comentário
Mateus Oliveira
Muito legal o agro mandar a mensagem “Nação unida, democracia fortalecida”, em inglês, para seus parceiros mundo afora. Inúmeros países, que já enviaram mensagens de saudação ao novo presidente eleito, certamente aplaudirão palavras tão sábias.