Mais um que cai. Sai general, entra economista na Petrobras

Apanhando mais do que moleque malcriado no século passado, por causa do preço dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro demitiu o general Joaquim Silva e Luna da presidência da Petrobras.

Assume Adriano Pires atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura. O novo presidente da empresa é doutor em Economia Industrial pela Universidade Paris XIII (1987), mestre em Planejamento Energético pela COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) (1983) e economista formado pela UFRJ (1980).

Atual diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, atua há mais de 30 anos na área de energia. Sua última experiência no governo foi na Agência Nacional de Petróleo (ANP), onde atuou como assessor do diretor-geral, superintendente de Importação e Exportação de petróleo, seus derivados e gás natural e superintendente de Abastecimento.

Já sabendo que seria demitido, Silva e Luna  mandou um recado a Bolsonaro: “Tem responsabilidade social? Tem. Pode fazer política pública? Não. Pode fazer política partidária? Menos ainda”, afirmou o general, que estava no cargo há um ano, durante palestra sobre a Petrobras no Superior Tribunal Militar.

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Campos
Campos
1 mês atrás

Em setembro de 2020, esse especialista do Instituto Millenium escreveu: “Liberação da venda de refinarias pode salvar Petrobras, avalia Adriano Pires”. Um ano depois, Bolsonaro vendeu a Refinaria Landulpho Alves e quem comprou foi o governo dos Emirados Árabes. Essa refinaria brasileira foi privatizada para uma estatal árabe. E agora damos muitos lucros para os árabes já que eles vendem gasolina para a Petrobras a preço internacional. Tá na cara que esse cidadão representa os interesses privatizantes do Instituto Millenium e tentará vender a Petrobras a toque de caixa, isto é, a preço de banana. Essa é a cara do governo Bolsonaro.