Mafuz x Moro

“As retóricas quando são repetitivas não resistem ao envelhecimento. O trabalho com o Direito é coisa séria, reveste-se de majestosidade, não aceita o uso de artifícios. O povo de Londrina não percebeu que estava enganado, alimentando a ilusão de ver o clube recuperar os seis pontos que perdeu. E o enganador era o mesmo que deixou as digitais no erro que provocou a perda. O STJD não surpreendeu e de lavada (cinco votos a zero) afastou a tese absurda defendida que transformava o Direito em uma ciência de ingenuidade.
E em mantida a ordem, o Estadual vai para a sua parte nobre (se for possível falar em nobreza) que são as fases eliminatórias. O Atlético ficou com a missão mais dificil, que é jogar contra o Londrina. Mas não é só em razão do Londrina, mas pelas dúvidas que o próprio Furacão provoca. De arrasto no campeonato, não ganha há seis jogos. Seu novo treinador, usando a proteção que todos usam, culpa o calendário. Confesso que entre as minhas dúvidas, tenho uma curiosidade: durante uma semana, Autuori pôde trabalhar o time e a forma que entende ideais. Para quem culpa o calendário, uma semana de trabalho é uma eternidade.” Da lavra do advogado e comentarista Augusto Mafuz no jornal Tribuna.
De outro curitibano e contratado do LEC na Folha de Londrina: “O advogado do clube, Domingos Moro, reconheceu que a missão era difícil já que o fato em si era muito forte e bem caracterizado. “Fico tranquilo porque foi reconhecido que o Londrina não foi intimado corretamente, mas os auditores entenderam que isso era menos importante que o fato em si, que foi a escalação irregular do Germano”, relatou.”
Pelo jeito os dois advogados do Atlético Paranaense não se entendem e quem perdeu foi o Londrina. Mafuz tem razão e Moro deveria trabalhar de graça nos próximos dez anos para reparar a bobagem que fez em 2015/2016.

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