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quarta-feira, 4 de novembro de 2026
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19 de abril: povos indígenas lutam por mais visibilidade e valorização

Por Cláudio Osti
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19 de abril:  povos indígenas lutam por mais visibilidade e valorização

19 de abril: povos indígenas lutam por mais visibilidade e valorizaçãoAinda vivendo às margens dos direitos que lhes são outorgados pela Constituição, os povos indígenas clamam neste 19 de abril por um olhar atento. Muito mais do que uma questão de bem-estar, ter a terra homologada, a oferta singularizada de serviços de saúde e educação, assim como o respeito às suas tradições são condições mínimas para sua sobrevivência. Apesar do cenário desolador de violência que os circunda — aliciamento, assassinato, suicídio, abuso sexual de mulheres e menores —, e muitas vezes enfrentando situações degradantes, sob fome e moléstias, a partir da invasão de suas terras e da contaminação dos rios, os indígenas se mostram capazes de resistir, aumentando sua visibilidade e valorização.

19 de abril: povos indígenas lutam por mais visibilidade e valorização
Posse da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, no Palácio do Planalto

Parte dessa crescente visibilidade está presente na recente escolha de mulheres e homens indígenas para órgãos do Poder Executivo que têm a função de garantir os direitos constitucionais dos povos originários. Inédito, o recém-criado Ministério dos Povos Indígenas pode ajudar a fazer cumprir a legislação e a desfazer o preconceito que persiste, por uma leitura errônea e distante da realidade, ainda tão comum por parte da população brasileira.

— Nós não somos o que, infelizmente, muitos livros de História ainda costumam retratar. Se, por um lado, é verdade que muitos de nós resguardam modos de vida que estão no imaginário da maioria da população brasileira, por outro, é importante saberem que nós existimos de muitas e diferentes formas. Estamos nas cidades, nas aldeias, nas florestas, exercendo os mais diversos ofícios que vocês puderem imaginar — disse a ministra Sônia Guajajara em seu discurso de posse no Ministério dos Povos Indígenas, em janeiro deste ano.

A ministra salientou que “a invisibilidade secular que impacta e impactou diretamente as políticas públicas do Estado é fruto do racismo, da desigualdade e de uma democracia de baixa representatividade, que provocou uma intensa invisibilidade institucional, política e social, nos colocando na triste paisagem das sub-representações e subnotificações sociais do país”.

— São séculos de violências e violações e não é mais tolerável aceitar políticas públicas inadequadas aos corpos, às cosmologias e às compreensões indígenas sobre o uso da terra — expôs Sônia Guajajara. (leia mais)

Fonte: Agência Senado

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Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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  • Os povos originários são muito mais importantes do que se imagina. O Agro deve agradecer a resistência deles principalmente na Amazônia, pois sem ela, a água ( chuvas) não chegaria onde precisa. A Amazônia não é fronteira de produção de soja e boi, as pessoas não conhecem a região. Temos cinco tipos de solos todos pobres, e que precisam de muito investimento para produzir. Mas, o bioma amazônico, é tropical com chuvas intensas e essa composição de solo específico, que não favorece monoculturas. Muito pelo contrário, a floresta é integrada.

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