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sábado, 31 de outubro de 2026
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Dr Marcelo Belinati, o prefeito, recebe a jaca: Saúde de Londrina apavora até médicos

Por Cláudio Osti
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Dr Marcelo Belinati, o prefeito, recebe a jaca:  Saúde de Londrina apavora até médicos

Durante a campanha eleitoral, o então candidato a prefeito Marcelo Belinati, médico por profissão, dizia todo santo dia e todo dia santo que sobrava dinheiro na saúde, que faltava na verdade era gestão, gerenciamento.

Agora está provando do próprio remédio. Por mais que tentou, não conseguiu emplacar um médico de renome na Secretaria da Saúde. Foi para o Plano B, nomeou quem aceitou.

Passados 11 meses e 8 dias – para não dizer um ano de governo senão os áulicos vão dizer que o blog pega no pé – os problemas na Saúde se agravaram consideravelmente. E a denúncia não veio da oposição.

O Sindicato dos Médicos, junto com vereadores, promotores e outras autoridades, vistoriou várias unidades de saúde, conversou com médicos, enfermeiros e pacientes. E puderam conferir in loco as péssimas condições de trabalho dos profissionais e de estrutura do serviço municipal de saúde em Londrina.  Esta foi a terceira rodada de visitas, que já aconteceram recentemente nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Jardim Sabará, Jardim Leonor e Jardim do Sol.

O grupo que percorreu as instalações da Maternidade e do PAI foi composto pelo presidente do Sindmed, Alberto Toshio Oba, e pelos diretores Mário Machado Júnior e Cláudio Talarico,  acompanhados pelo promotor Paulo Tavares, da Promotoria de Justiça de Direitos Constitucionais, pelo presidente do Conselho Municipal de Saúde, Cicero Cipriano Pinto, e assessores do presidente da Câmara Municipal, Mário Takahashi, e o do vereador João Martins, da Comissão de Seguridade Social, que não puderam estar presentes.

A exemplo do que já havia sido verificado nas UPAs, a estrutura física nas instalações é precária – portas que não fecham ou não existem, camas e berços quebrados,  fios soltos, rachaduras, infiltrações, mofo, goteiras e vários outros problemas decorrentes da falta de manutenção. Também  faltam  equipamentos e medicamentos, até mesmo básicos – no PAI  não havia amoxicilina. Na maternidade a pediatra plantonista não tinha sequer um estetoscópio infantil e faltam oxímetros.

A situação se agrava nos dias de calor.  No PAI, onde há equipamentos de ar-condicionado instalados estes não funcionam e são poucos os ventiladores. Há salas sem janelas, sem nenhuma ventilação. Na Maternidade, a mesma situação: quartos quentes, ventiladores quebrados.  E conforme o verão vai chegando, a situação piora.  A falta de conforto térmico tende a afetar os recém-nascidos. Segundo relatos colhidos junto aos funcionários, no verão os bebês fazem quadros de hipertermia devido à instabilidade térmica, o que triplica o número de exames necessários no período.

A segurança é outro  problema grave, principalmente no PAI. Invasões do prédio, roubos de pertences de funcionários e pacientes são comuns, devido à fragilidade das instalações, muros baixos e sem grades. Faltam portas. Não há guardas ou vigias.

“São muitas circulares internas sem respostas”, disse uma médica do PAI, relatando que tudo é documentado para a Secretária de Saúde, mas nenhuma atitude é tomada pelo poder público. “É quase como um campo de batalha. Temos que fazer muito com poucos recursos”, reforça.

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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