Abre em uma nova aba
domingo, 8 de novembro de 2026
Publicidade

Mais seis mil kits de exames chegam a Londrina

Por Cláudio Osti
3 comentários
Mais seis mil kits de exames chegam a Londrina

do N.Com

Para facilitar e agilizar o diagnóstico do COVID-19, a Prefeitura de Londrina está firmando um convênio com a Universidade Estadual de Londrina (UEL), por meio do Hospital Universitário (HU). O Município adquiriu quatro mil exames para coronavírus, e a parceria com a universidade vai permitir que o teste RT-PCR, considerado padrão ouro, seja utilizado nas unidades de saúde do Município, com análise pelo laboratório do HU.

Mais seis mil kits de exames chegam a Londrina
Foto: Ilustrativa

O RT-PCR, utilizado para diagnóstico laboratorial do coronavírus e outras doenças, utiliza amostras de secreção, coletadas no nariz e na faringe do paciente suspeito. A análise em laboratório busca identificar a presença de material genético do vírus (RNA) no material coletado, o que pode ocorrer com pacientes que têm os sintomas da doença ou não.

Em todo o mundo, o RT-PCR é considerado o melhor teste para diagnosticar o coronavírus, pela sua alta sensibilidade e exatidão quando o paciente está com a infecção ativa. Porém, ele demanda vários insumos laboratoriais para sua realização, e a maioria deles ainda não é fabricada no Brasil.

Nesta primeira etapa, a Prefeitura de Londrina adquiriu reagentes suficientes para realização de quatro mil testes. Com previsão de entrega nas próximas semanas, os reagentes foram comprados nos Estados Unidos, e vão complementar os insumos que o HU já possuía para realização dos exames.

De acordo com o secretário municipal de Gestão Pública, Fábio Cavazotti, há uma expectativa de que os governos federal ou estadual abasteçam os laboratórios referenciados com mais testes RT-PCR. “Com a realização de mais exames, teremos um quadro mais preciso sobre a situação do coronavírus em Londrina. Isso é essencial para o Município ter embasamento ao aplicar as medidas de contenção do vírus na cidade”, citou.

Atualmente, com baixa quantidade de teste RT-PCR disponível na rede pública, o Ministério da Saúde preconiza que o exame seja realizado somente em pacientes com quadro grave e em internação. Os exames são analisados nos Laboratórios Centrais de cada estado, e os de Londrina são encaminhados ao LACEN, que fica em Curitiba, com resultado disponível cerca de 72 horas após a chegada do material.

Graças ao convênio que está sendo firmado entre a Prefeitura de Londrina e a UEL, o prazo para divulgação do resultado será menor, sem a necessidade de grande deslocamento das amostras. “Junto com essa compra e com o convênio, também contratamos laboratórios particulares de Londrina, pelo período de 90 dias, para realizarem outros 1.800 testes para a rede municipal. Há uma dificuldade mundial em testar o maior número de pessoas possível, é algo que o Brasil inteiro está enfrentando, e a Prefeitura de Londrina está trabalhando para sanar essa questão em diversas frentes”, complementou o secretário de Gestão Pública.

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

Sobre o editor
Toda semana · E-mail

O resumo da semana no seu e-mail

As notícias de Londrina e do Paraná que importam, com o comentário do Cláudio. Uma vez por semana, grátis.

Todo dia · WhatsApp

As notícias do dia no grupo do WhatsApp

Os links das matérias chegam no seu celular assim que saem no site.

Publicidade

Leia também

3 comentários

  • Esses jabás da prefeitura.

  • Com a abertura do comércio na segunda (e o governador já anuncia para breve também a abertura dos shoppings), o prefeito Fernando Moraes, que acumula o cargo de prefeito com a presidência da Acil, vai precisar de muitos exames rápidos para dignosticar a covid-19 em Londrina e, ele espera, ganhar elogios públicos do presidente Bolsonaro e seu rebanho londrinense.

  • O Brasil não pode parar. É preciso garantir a máquina econômica em funcionamento. Pensamento do Bolsonaro e de muitos empresários. Certamente também o pensamento do dono de uma indústria em Paranavaí, que manteve a máquina de fazer dinheiro funcionando. Pena que perto de dez trabalhadores dessa indústria foram contaminados pelo coronavírus. A primeira morte por coronavírus em Paranavaí era uma das trabalhadoras dessa indústria. Hoje morreu a segunda vítima. Mas, como a indústria e comércio não podem parar, segunda-feira o dono dessa indústria vai permitir um momento de oração pelos mortos e depois toda energia na produção que pior que pandemia é o desemprego, como garante o presidente.

Deixe seu comentário