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domingo, 8 de novembro de 2026
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Grupo Muffato negocia compra do Makro

Por Cláudio Osti
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Grupo Muffato negocia compra do Makro

do Money Times

O mercado recebeu na última segunda-feira (25) uma notícia que já era iminente: a saída definitiva do Makro do Brasil dois anos após vender a primeira metade de suas operações. A surpresa, no entanto, envolve o possível comprador: o Grupo Muffato, do Paraná.

Caso pague entre R$ 2 e R$ 3 bilhões, o Grupo Muffato arremata as cerca de 24 lojas restantes do Makro, todas em São Paulo. É certo que nem todos os pontos de venda são competitivos, mas nesse contexto estão as unidades da Vila Maria e Butantã, na capital.

Caso o negócio se concretize, o grupo paranaense poderá fincar bandeira em um dos mercados mais competitivos do Brasil: São Paulo (capital e região metropolitana).

Caso tal aquisição se concretize, o Muffato entrará em um nicho extremamente sensível, que é o de varejo alimentar em uma região que desconhece. Existem alguns pontos a serem considerados:

Diferente do varejo de vestuário, onde é inimaginável que uma rede de lojas entre as cinco maiores do Brasil não esteja presente em um estado como São Paulo, no varejo alimentício há cifras bilionárias vindas de operações que ninguém, salvo os interessados no assunto, conhece.

Das cinco maiores redes supermercadistas do Brasil, 40% não possuem uma loja sequer em São Paulo. Segundo relatório do Ranking ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), o quinto colocado, Supermercados BH, com forte presença na capital e interior de Minas, fatura R$ 11,1 bilhões.

Já o Grupo Mateus, quarto colocado, tem sua loja mais próxima da capital de São Paulo, a 1.317 quilômetros – na cidade baiana de Teixeira de Freitas.

Tal fenômeno se justifica por vários fatores. O principal é o mais visível durante a pandemia: por serem artigos de primeira necessidade, toda família vai pelo menos uma vez ao mês ao supermercado enquanto a compra de roupas sempre pode esperar (desde a data de pagamento do salário até a chegada de alguma data comemorativa).

Ainda que haja sonhos de vários empresários das empresas citadas de entrar em São Paulo, a medida é vista com cautela. É sim possível fazer muito dinheiro, inclusive de ordem de grandeza nacional, sem estar em São Paulo. Logo, por que a pressa de se arriscar em um mercado novo e tão concorrido?

Gostou? Mande para quem acompanha o assunto.

Cláudio Osti
Cláudio Osti

Jornalista e editor do Paçoca com Cebola. Cobre a política de Londrina e do Paraná.

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