O que fazer com a corrupção?

Via Contraponto

(por Joaquim Falcão*) – Importante gaúcho e respeitado ministro aposentado do Supremo contou-me esta história. Talvez possa trazer alguma luz ao debate sobre a Lava-Jato. O Supremo julgava um traficante de drogas. Preso com 30 ou mais quilos de cocaína. Não lembro bem. Uma enormidade. Na apreensão, ou durante o processo, uma autoridade teria cometido ato duvidoso diante da lei. A defesa argumentou ofensa ao princípio de devido processo legal. Donde, in dubio pro reo. O debate no Supremo caminhava rotineiramente para a soltura e absolvição do traficante preso. Quando, surpresa, um ministro perguntou a seus colegas: “E a cocaína? O que fazemos com os mais de 30 quilos apreendidos?” Se não houve crime, há que se devolvê-la a seu legítimo proprietário: o traficante. O Estado não Longe viver sem o devido processo legal e o pleno direito de defesa. Ao contrário. Mas seu inchaço não nos leva à saúde da democracia. Quem transforma o saudável direito processual em patológico processualismo? A estatística, ppoderia confiscá-la com base em eventual equívoco processual da autoridade coatora. Pelo menos naquele processo e por aquele motivo. A analogia é inevitável. O que fazer com a corrupção? (mais…)

A Fazenda do Laranja foi para as mãos da viúva

Por Antonio Santiago

Essa história do laranjal do irmão metralha, Eduardo Bolsonaro, e administrado pelo miliciano Queiróz, me fez lembrar de uma ocorrida no século e milênio passado, em Londrina.

Foi no finalzinho dos anos 1970 e comecinho dos anos 1980 que o fato se deu.

Naquela época, um político populista, adepto da tese do “rouba mas faz”, misturava sua grana com a do erário e na hora de pegar a sua parte se confundia e, na dúvida, ficava com tudo.

Pois bem.

O pilantra comprou uma fazenda e não podia registrá-la em seu nome para não dar bandeira. Então o vivaldino recorreu a um irmão de sua igreja que mediante a um “adjutório” topou ser seu laranja.

Transação feita e tudo corria bem, mas o destino tinha outros planos e o laranja partiu antes do combinado em um acidente de carro.

Viúva, a “conje”, disse um sonoro NÃO ao famoso político quando este lhe procurou querendo a fazenda que ela tinha herdado do falecido marido.

Pois é! Ladrão que rouba ladrão, tem cem anos de perdão.

A Sercomtel e a indiferença

Por Gabriel Antunes

A questão já não é mais se a Sercomtel deve ou não ser privatizada, simplesmente fechada ou qualquer coisa incerta e desconhecida que queiram o atual presidente da empresa, Claudio Tedeschi, e o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati. (mais…)

Não devemos dar bola para nossas certezas

Por Alvaro Ferreira

Estive pensando cá com meus botões que a “certeza” é uma convicção muito sedutora e confortável.

O problema é que ela nada tem a ver com a verdade.
Essa, que seria a melhor e mais próxima representação do real (e portanto algo sempre a ser melhorado), é aquela busca que pesquisadores e cientistas honestos realizam com humildade intelectual, prontos a corrigir seus erros e despir-se de conceitos prévios.
(mais…)

Capachos esclarecidos!

por José Maschio – “Gancho”

Tínhamos, na Ditadura sangrenta, déspotas esclarecidos. Tipo Bob Fields e Golbery do Couto e Silva. Canalhas que, no entanto, pensavam.
Sumiram os déspotas esclarecidos. Hoje temos os déspotas desassistidos do pensar. O Colombiano e a moça da goiabeira são exemplos disso. Nem é preciso citar o ´´chanceler“. (mais…)

Casa do Povo ou circo?

Por Antônio Santiago

Londrina, comecinho dos anos 90.

Os ventos da democracia sopravam levemente ainda após o fim da ditadura.

Quase uma brisa.

E foi em um dia frio de inverno que trabalhadores sem terras ocuparam o latifúndio de um figurão da cidade. A reação foi imediata. O cidadão, influente que era, conseguiu uma liminar de reintegração de posse em questão de minutos. A polícia foi acionada, e os milicos ainda contaminados pelo regime anterior, chegaram descendo o cacete. Porrada em todo mundo, sem exceção, homens, mulheres, crianças e até cachorros. (mais…)

Triste Jacarezinho. Triste Londrina

Por Gustavo Lessa

Meu avô – Gustavo Lessa de Souza – foi prefeito de Jacarezinho, além de deputado estadual por aquela cidade, nos idos de 1940.

Jacarezinho era a terceira mais importante cidade do Paraná (atrás apenas de Curitiba e Paranaguá) e um polo político, financeiro e cultural que abrangia todo o Norte do estado, Sul de São Paulo e Sul do Mato Grosso do Sul. Colégios famosos, o embrião da gloriosa Faculdade de Direito do Norte Pioneiro, chefias de órgãos estaduais e federais, hotéis e restaurantes de qualidade, além de um comércio e agronegócio pujantes.

Com o ocaso político, foi perdendo poder, importância, patrimônio material e humano. (mais…)

Sobre os rojões de Londrina: evolução civilizatória

Por Christian Steagall-Condé

Os hospitais batem recordes seguidos de atendimentos de urgência nos Reveillons, de pessoas machucadas por fogos de artifício, indo de crianças à idosos, gerando uma sobrecarga desnecessária e inútil, por pura negligência, imperícia e imprudência, não raro, com sequelas para toda uma vida. (mais…)

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Copel: sócia e concorrente da Sercomtel em Londrina

Por Gabriel Antunes

Não é segredo que a Copel não tem interesse na permanência da sociedade com a Sercomtel, apesar do Prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, dizer o contrário.

Mas de sócia desinteressada tornar-se concorrente, isso não parece nem ético nem juridicamente aceitável. (mais…)

Um Plano Diretor para Londrina – Parte 1

Por Gabriel Antunes

A cidade é a reunião da sociedade em um determinado espaço. O espaço é fácil mensurar, mas as pessoas são múltiplas em sua forma de pensar e em seus interesses.

Londrina nasceu de migrantes de São Paulo, Minas Gerais e outros locais do País; recebeu imigrantes japoneses, alemães, poloneses, espanhóis e de muitas outras nações. Como então conciliar os interesses dessas pessoas com culturas, crenças, ideologias e pensamentos tão diferentes e vivendo em um mesmo lugar? O Plano Diretor é uma das respostas para essa questão pois se trata do instrumento básico da política de desenvolvimento e expansão urbana. (mais…)

É hora de trabalharmos para um País melhor

Por Valter Orsi

Talvez este tenha sido o mais longo mês de outubro dos últimos anos. Há muito tempo não se via uma disputa pela presidência da República tão acirrada, tão dividida. Pouco se discutiu sobre propostas para o País.

Ainda hoje, encerrada a eleição, pouco sabemos sobre o que cada um dos candidatos que chegaram ao segundo turno querem para o nosso Brasil. (mais…)

Paralisação dos Caminhoneiros, uma reflexão sobre a nossa sociedade

Por Valter Orsi​

A paralisação dos caminhoneiros, que durou pouco mais de uma semana, provocou vários tipos de manifestações por todo o Brasil. Houve quem apoiou e quem criticou.

Mas não quero aqui discutir o mérito da greve, se ela foi justa ou injusta, mas sim um outro aspecto que nos chamou muito a atenção: o comportamento de muitos brasileiros diante de uma crise.

Mesmo praticamente todos sabendo que a paralisação deveria terminar em breve, houve uma série de absurdos que nos leva a pensar se nossa sociedade está preparada para uma situação de desastre, de crise prolongada. (mais…)

A Era do Infocalipse

Desinformar tem sido ardilosamente uma moda perigosa nos grupos de WhatsApp. Como diz apropriadamente o tecnólogo Aviv Ovadya, chefe do Centro de Responsabilidade de Mídias Sociais da Universidade de Michigan (EUA), vivemos a Era do Infocalipse, o “apocalipse da informação”. (mais…)

Excessos da Operação ZR3

Por Eduardo Caldeira

Recentemente, os Vereadores Mário Takahashi (PV) e Rony Alves (PTB) foram afastados de seus cargos em virtude de decisão judicial, por até 180 dias, bem como passaram a ser monitorados por tornozeleira eletrônica.

O referido afastamento ocorreu após a deflagração, pelo Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), da operação Zona Residencial 3, para o combate a corrupção, ante a suspeita de integrarem “organização criminosa”, dedicada à cobrança de propina para a aprovação de mudanças no zoneamento urbano da cidade. (mais…)

Por uma igreja sem partido

Por Messias da Silva
A derradeira polemica nos anais da Assembleia Legislativa do Paraná, discorre sobre o projeto de lei Escola sem Partido, inclusive com ataques a Deputados contra e a favor.
Para suscitar a discussão imaginaremos que a moda pegue no sentido mais amplo da palavra, a exemplo dos argumentos dos autores do projeto, outros parlamentares resolvessem também apresentar suas posições com relação a outros segmentos da sociedade, o exemplo clássico, é a representação de igrejas nos diversos segmentos do poder público, nesse caso especificamente no parlamento.
Imaginamos o projeto Igreja sem Partidos, pois todos sabemos,  não é difícil de constatar que seu apoio de determinadas denominações religiosas muitos de seus representantes não conseguissem obter mandatos parlamentares, o argumentos puro e simples que professores doutrinam estudantes para determinadas ideologias, serviriam de mesmo argumentos de líderes religiosos se utilizassem de fé alheia e da crença em Deus, para também se utilizassem dos mesmos em benefícios da obtenção de mandatos e consequentemente de poder de defender suas organizações, imaginemos agora se todos que tivessem qualquer divergência com relação a segmentos organizados da sociedade resolvessem militar no sentido de tolher a liberdade de expressão alheia, reteríamos, não só a Escola sem Partido, como também:  
A FIEP sem Partido, Sindicato sem Partido, latifundiário sem Partido, Banqueiro sem Partido, etc…
Em tempos de intolerância fica difícil achar um rumo para o povo brasileiro.
 
Messias da Silva
Dirigente Sindical da Federação dos Bancários