A crise não é apenas do sistema prisional

do Contas Públicas

Mal acordamos em 2017 e já nos deparamos com uma “nova crise”, a do sistema penitenciário. Esse é o bordão tocado na mídia, muito embora o sistema já esteja em crise há muito tempo. Na verdade, há um colapso sistemático de toda a política de segurança pública no país, no qual está inserido o sistema prisional.

O Atlas da Violência 2016, estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA) e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FPSP), divulgado em março de 2016, registra 59.627 homicídios ocorridos no país em 2014. Os dados revelam um recorde, um aumento de mais de 20% comparado com 2003.

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Carta Manifesto do Forúm Independente de cultura e Arte por uma Nova Cultura Londrina

Caro prefeito de Londrina, Marcelo Belinati Martinas, o Movimento Nova Cultura Londrina – Atraves do Forum Indepentente de Cultura e Arte – F.I.C.A , de caráter espontâneo e que inclui membros os quais ativamente participaram da sua campanha política, traz ao conhecimento de Vossa Excelência uma pauta de reivindicações sobre ocupação e formação cultural popular a serem praticados no âmbito do centro, bairros periféricos e distritos. Também viemos esclarecer o posicionamento do movimento diante de qualquer forma de discriminação contra grupos e pessoas, onde entendemos que se deve respeitar a pluralidade de indivíduos, opiniões, traços étnicos, habilidades, capacidades, crenças e situação sócio econômica.   (mais…)

Como será o contato com Deus?

E o novo prefeito de minha querida Londrina, Marcelo Belinati, disse com todas as letras que quer elogios de Deus, o todo poderoso. Talvez ele até mereça e os ganhe, mas a minha dúvida e creio que a de muita gente, é de como isso se dará. Não creio que seja por telefone, por WhatsApp, por email e nem tampouco pelo “feicibuque”.

Se for pessoalmente, só no caso de morte do prefeito, mas creio que esta alternativa está descartada pelo alcaide. Pois, até onde sei, o único que conseguiu esta proeza foi Moisés, não o Leônidas, nem o do Palmeiras. E sim aquele “comunista” que saiu com um bando de sem terra pelo deserto procurando por uma ocupação. Eu não duvido, afinal em política, tudo é possível.

Antonio Santiago

As velhas práticas

Por Osvaldo Lima, empresário

Marcelo Belinati está adotando as práticas políticas do seu tio, Antonio Belinati. Ele nomeou um vereador eleito para a presidência da Fundação de Esportes. Com isso, o suplente Jamil Janene assumiu uma vaga na Câmara de Vereadores. A lógica é simples: Fernando Madureira por ser vereador eleito, teria condições de votar os projetos de lei de acordo com a sua consciência, já o vereador Jamil Janene, terá de votar todos os projetos de interesse do prefeito se não quiser perder o cargo.

Parece-me que a velha política está de volta à nossa cidade.

É uma pena!

Novos prefeitos investirão em tecnologia para sair da mesmice

Opinião

Por José Marinho, diretor da Rede Cidade Digital

Com boa parte dos municípios brasileiros ainda dependendo de recursos federais para cobrir despesas, os prefeitos eleitos para o mandato de 2017 a 2020 assumem em janeiro ansiosos por executar as obras prometidas durante campanha. Mas, acima de tudo, têm um desafio ainda maior: sair da mesmice. Prova disso é que nos 399 municípios do Paraná, 76% dos prefeitos eleitos, portanto, 299  cidades, incluíram nos planos de governo o uso de tecnologia para aprimorar algum setor da esfera pública. É a forte tendência e necessidade de se incorporar inovação em uma administração, na maioria delas, ainda analógica diante de um cidadão cada vez mais conectado e exigente. (mais…)

“A solução para democracia ruim é investir em uma democracia mais ampla”, afirma pesquisador americano

Apatia do eleitor com a política pode ser revertida com mais participação popular nos processos políticos, aponta Michael Coppedge

O resultado do segundo turno das eleições municipais deixa perceptível o sentimento de apatia, e até desilusão, do eleitor com a classe política, que acaba levando a altos números de abstenções, votos brancos e nulos: segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse foi o caso de 10,7 milhões de eleitores em 2016, o que corresponde a 32,5% do eleitorado.  (mais…)

O discurso da esquerda que só vale quando ela está no poder

por Alessandra Pajolla

Cara, eu podia resgatar aqui os debates em que me meti, quando a militância detonava Marina por ser evangélica, sem que ela nunca tivesse feito ou dito nada que pudesse associá-la ao fundamentalismo, preconceitos e crimes cometidos pela corja que abusa da fé alheia. Eu disse a vários dimistas: e os laços de Dilma com a Universal????

Não se importavam, minimizaram. Preferiam, claro, detonar a Rede Globo e exultavam quando a Record atacava a emissora dos Marinho. Pouco importava que ela tivesse sido erguida as custas da exploração da fé alheia, lavagem de dinheiro.
Pra levar o PT à vitória aceitavam tudo: Crivella, Edir Macedo, Katia Abreu, Renan, Kassab, Cunha e até Collor. A lista abjeta é muito maior e inclui todos os que agora a militância chama de golpistas, ladrões, corruptos, usurpadores, exploradores da fé.  (mais…)

E o PT, subitamente, parou de pedir novas eleições

por Percival Puggina

 Há exatos 42 dias Dilma Rousseff teve seu mandato cassado pelo Senado Federal em processo de impeachment por crime de responsabilidade. Quando sumiram as dúvidas sobre qual seria o veredicto da Câmara Alta e no período imediatamente posterior à sessão de julgamento, a própria ex-presidente, os líderes do partido e sua militância passaram a clamar por novas eleições como forma de corrigir suposta ilegitimidade do mandato de seu vice. Alegando ser suprema exigência da legalidade e da legitimidade, a laboriosa tropa de choque do partido na Câmara e no Senado, várias vezes por dia, apontava esse caminho à nação. Durante seu interrogatório pelo Senado, Dilma insistiu reiteradamente nisso. Dois dias após a ex-presidente desocupar o Palácio da Alvorada, a Executiva Nacional do PT decidiu apoiar a proposta. As falanges vermelhas saíram às ruas com a mesma exigência. Elas, as novas eleições, e só elas, teriam o poder de ungir um novo governo capaz de levar a nação, com segurança e legitimidade, ao pleito de 2018. (mais…)

Exigimos um projeto para o Brasil e não um projeto de poder partidário

Valter Orsi

Um dos pilares que sustentam a democracia é a alternância no poder. Temos acompanhado com atenção este momento da política brasileira onde um grupo está deixando o poder e outro está assumindo.

Esta transição será dolorosa por vários motivos.

O PT quando assumiu o poder há 16 anos criou uma estrutura dentro de todas as camadas do setor público para se perpetuar no poder. O próprio ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, dizia para quem quisesse ouvir que o projeto do PT era permanecer no poder por pelo menos 20 anos. (mais…)

Anão diplomático

Luiz Carlos Hauly 

Além da falência econômica, da divisão do País entre “nós e eles”, de protagonizar os maiores escândalos de corrupção da história republicana, entre tantos outros males, os 13 anos de governo petista (Lula e Dilma) também deixou como herança o rebaixamento do Brasil ao status de anão diplomático. Assim como precisa adotar medidas urgentes para implantar as reformas que tanto o País precisa para voltar a crescer e gerar empregos, assim também o novo governo liderado por Michel Temer precisa sinalizar ao mundo, com grande ênfase, que a política externa passa agora a ser orientada de acordo com os interesses de Estado, sepultando o viés ideológico que fez o Itamaraty refém dos então mandatários de ocasião. (mais…)

Carta ao senhor Sérgio Malucelli

Por Auber Silva

Não pense que a torcida do Londrina – me refiro àqueles que o têm como único time, que vão a todos os jogos independente do adversário ou da posição na tabela, que se esforçam para comprar cada ingresso ou para pagar o sócio – não é grata ao senhor. Somos todos muitíssimo gratos. É vergonhoso ter que admitir isso. Eu queria que o Londrina pudesse se manter com as próprias pernas, ter na presidência um torcedor como nós, um empresariado forte apoiando financeiramente o clube, jogadores que tivessem identidade com o time e fossem apaixonados como somos. Enfim, eu queria que tudo fosse muito diferente, mas a realidade é outra e precisamos aceitá-la. A cidade deu as costas ao time, dirigentes corruptos nos levaram às últimas divisões, nos tiraram décadas de futebol e também o prazer de torcer. Por esse resgate de nossa história e nossa grandeza, somos gratos a você.
Essa gratidão, no entanto, não significa que seremos eternamente subservientes, que seremos gado.

Não somos gado. (mais…)

Fraude bilionária, punição branda

Valter Orsi

Foi uma campanha cívica inesquecível. À medida que o noticiário ia expondo a dimensão do escândalo, a população se conscientizava sobre gravidade da situação. O clamor por justiça tomou conta da cidade. As manifestações se intensificaram, ganharam corpo e se impuseram até a condenação política do comandante do esquema.
No entanto, a cassação do ex-prefeito Antonio Belinatti em junho de 2000, não era por si só o desfecho almejado pelos londrinenses. A mobilização daqueles dias pretendia muito mais: a condenação criminal e a devolução do que foi desviado pela quadrilha.
A origem daquilo tudo foram os R$ 200 milhões arrecadados pelo município com a venda de 45% das ações da Sercomtel para a Copel. Hoje o montante ultrapassaria R$ 1 bilhão, de acordo com a correção pelo índice de inflação oficial do período. Boa parte destes recursos foi saqueada pelo esquema de corrupção, uma sangria que vitimou principalmente as parcelas mais desamparadas da comunidade. (mais…)

A culpa também é nossa

Tempos atrás, dando uma palestra sobre política a um grupo de adultos que estava retornando aos estudos, alguns, inclusive, sendo alfabetizados, alguém levantou a mão e comentou sobre os vereadores da cidade: “É impressionante como eles são ruins, despreparados”.

Hoje, nas redes sociais, o questionamento é o mesmo sobre os parlamentares que votaram ontem na Câmara Federal. Há um espanto quase generalizado.

Mas, qual é o motivo do espanto?

Na palestra disse o óbvio: Fomos nós que elegemos estes vereadores. Nós que os colocamos lá. Se há alguém culpado por eles estarem lá, somos nós eleitores.

Fomos nós que elegemos os deputados que ontem estavam lá buscando seus segundos de glória.

O grande problema de nós eleitores é que não pesquisamos os candidatos antes de votar, não analisamos a conduta deles, a vida pregressa. E depois de digitar o número do candidato na urna, o eleitor sente-se com o dever cumprido, não tem em mente que também é responsabilidade dele fiscalizar o trabalho do eleito.

A culpa também e nossa.

Chefe da UTI

Miguel Reale Júnior

Foi longo o caminho até a admissão da acusação por crime de responsabilidade pela Câmara dos Deputados. Outra longa estrada processual se apresenta à frente.
Serão ainda mais três decisões a serem tomadas pelo plenário do Senado. A primeira de recebimento da denúncia, ao examinar relatório a ser produzido por comissão especial composta por 1/3 do Senado.
A decisão de recebimento da denúncia precisa ser adotada por maioria simples dos senadores. A partir de então, a presidente é afastada temporariamente, pelo prazo de 180 dias. Segue-se uma fase de oferecimento de alegações por escrito pelos denunciantes e pela acusada.
Novo parecer é emitido pela comissão especial pela procedência ou improcedência da acusação, submetida novamente ao plenário. Reconhecida a improcedência, o processo é arquivado. Sendo procedente, os denunciantes oferecem libelo acusatório com rol de testemunhas, podendo a defesa também as indicar.
Neste instante, o julgamento passa a ser presidido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. A aprovação final do pedido com condenação da presidente exige maioria de 2/3 do Senado. (mais…)

Teoria de Gênero, a “novilíngua” e o duplipensar

Por Filipe Barros

A obra “1984”, de George Orwell, ainda hoje é considerada um marco na literatura mundial pelo simples — e grande — fato de ter desmascarado a práxis dos regimes comunistas, socialistas e marxistas (ou como quer que se queira denominá-los). Tais regimes trazem em seu bojo o totalitarismo, o fim das liberdades individuais até o esvaziamento da própria condição de “pessoa humana”, a fome, morte e miséria da população, enquanto os donos do poder vivem de modo nababesco. Tão grave quanto é a alteração da história do passado e a manipulação da linguagem (“novilíngua”), culminando na impossibilidade de pensar diferente do Partido (“duplipensar”) e na eliminação de quem ouse fazê-lo. (mais…)